Prefácio
O prefácio do livro começa com uma ressalta muito importante, de que tudo aquilo que é criado por um indivíduo possui a influência de diversas vivências dessa pessoa. Em outras palavras, nada é inventado ou produzido do absoluto nada. No processo de criação, mesmo que inconscientemente, utiliza-se a bagagem de aprendizados, observações, repertórios e referências que foram recebidos ao longo da vida toda de uma pessoa.
Dessa maneira, o autor aponta a importância de reconhecer esse processo, ressaltando a relevância de sempre divulgar as fontes e as inspirações de uma obra, o que muitas vezes é negligenciado pelos indivíduos.
A: Domínio Público
Esse trecho trabalha grandemente com a relação entre público e privado. Primeiramente, o autor ressalta que os dois não são completamente opostos, pelo contrário devem se relacionar em equilíbrio para garantir a administração devida de um espaço. Diante disso, não se pode enfatizar o exagero de individualismo ou de coletivismo.
Em conclusão, esse capítulo me fez refletir sobre a responsabilidade que cada sujeito possui tanto individualmente, quanto coletivamente. Eu vejo esse assunto como uma pauta muito relevante, já que as cidades são sustentadas principalmente pelos indivíduos e suas responsabilidades em uma extensão particular e pública.
B: Criando Espaço, Deixando Espaço
Esse capítulo foi com certeza o que mais me interessou. A principal ideia retratada é de como a criação de regras, ao invés de reprimir a liberdade e limitar as possibilidades de escolha, gera liberdade e permite a existência uma variedade de cenários. Isso me interessou especialmente pois se enquadra perfeitamente no esporte que eu pratico, o tênis de mesa. Grande parte das pessoas que têm o primeiro contato com o jogo queixam-se da existência de uma quantidade elevada de regras e proibições, principalmente em relação com o saque. Esse contexto geralmente causa uma primeira impressão negativa, já que os indivíduos relacionam equivocadamente a presença de muitas normas com a precarização da riqueza do esporte, podendo caracterizá-lo como muito "burocrático". Entretanto, o que ocorre é completamente o contrário, embora haja regras que delimitam certos saques, o jogo se torna muito mais dinâmico e força os praticantes a serem mais criativos e inovadores, a ampliarem mais as suas técnicas e a se desafiarem mais. Além disso, as regras criam bases e garantem que o esporte seja justo para todos.
Em conclusão, é evidente que a limitação da liberdade, ao invés de reprimi-la, ela multiplica-se. Isso é comprovado pelo exemplo do tênis de mesa, que se torna um esporte muito mais rico e diversificado. Diante disso, é possível perceber que a arquitetura e o urbanismo estão também relacionados a esse conceito.
Antes de ler o início desse capítulo eu tinha certeza que a minha prática favorita, que é o tênis de mesa, não tinha nenhuma conexão com a arquitetura e o urbanismo, o que me incomodava parcialmente. Contudo, após a leitura desse trecho eu percebi que ambos possuem muito em comum! Logo, estou muito interessado para saber o que Hertzberger trará no resto do capítulo.
C: Forma Convidativa
Essa parte discute a responsabilidade social do arquiteto, que é de adequar cada projeto seu com o contexto de cada situação. Isso me fez refletir sobre como a arquitetura e o urbanismo são temas subjetivos, em que não existe um padrão que pode ser aplicado sempre, como é a matemática, por exemplo. Diante disso, cada indivíduo deve pensar e aplicar soluções diferentes para cenários distintos de maneira mais eficiente possível.
Como também no tênis de mesa, em cada partida se deve jogar de uma maneira diferente, uma vez que cada jogador que se enfrenta possui um estilo de jogo diferente, precisando assim encontrar diferentes soluções para cada ponto.
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